Pular para o conteúdo
RADARSERVTECH

Artigos / Gestão de projetos

Portões de decisão em projetos de recarga para condomínios

Instalar recarga numa garagem coletiva envolve assembleia, concessionária, rateio e obra. Dividir o projeto em fases com pacotes de decisão evita aprovar um orçamento que depois não se sustenta.

Por Thomaz Prado, . 2 min de leitura.

O pedido costuma chegar assim: "um morador comprou um carro elétrico e quer instalar um carregador na vaga". Em poucas semanas, a pergunta vira outra: quantas vagas o prédio comporta, quem paga a entrada de energia e como cobrar o consumo de cada um. Tratar isso como uma obra simples leva a aprovar valores que mudam no meio do caminho.

Em projetos de capital, a resposta para esse risco é dividir o trabalho em fases, cada uma terminando num portão de decisão. A metodologia FEL (front-end loading) organiza essas fases. Ela vem da indústria e funciona bem em escala de condomínio.

Fase 1: avaliar a oportunidade

A pergunta é se vale a pena seguir e em que escala. O pacote do portão reúne:

  • levantamento da demanda: quantos moradores têm ou pretendem ter veículo elétrico nos próximos anos;
  • capacidade disponível na entrada de energia e no quadro geral, a partir das contas e de uma visita técnica;
  • restrições do prédio: distância das vagas ao quadro, rotas de eletroduto, vagas cobertas ou descobertas;
  • estimativa de custo de ordem de grandeza, sem pretensão de precisão.

A decisão na assembleia é aprovar o estudo, não a obra.

Fase 2: escolher a alternativa

Aqui se comparam as soluções possíveis com o mesmo nível de detalhe:

  • ponto individual por vaga, ligado ao medidor de cada unidade;
  • quadro coletivo com gestão de carga (DLM), que divide a potência disponível entre os pontos em uso;
  • necessidade ou não de aumento de carga junto à concessionária;
  • forma de medição e de rateio do consumo.

O pacote traz uma recomendação, com custo de cada alternativa numa faixa mais estreita que a da fase 1 e as regras de uso que o condomínio precisará aprovar.

Fase 3: definir o projeto

Com a alternativa escolhida, vem o projeto executivo: dimensionamento dos circuitos conforme a NBR 5410 e a NBR 17019, especificação dos carregadores, quadro, proteções, lista de materiais, cronograma e orçamento para contratação. Este é o portão em que o condomínio aprova o investimento. O orçamento já tem precisão para virar contrato.

Execução e entrega

Depois do terceiro portão, a obra segue o projeto aprovado. Na entrega, além do teste de cada ponto, ficam com o síndico o projeto como construído, a ART, o manual dos carregadores e as regras de uso.

O que muda na prática

Cada portão limita o quanto se gasta antes de ter informação suficiente. Um estudo da fase 1 custa pouco perto de uma obra refeita porque a entrada de energia não comportava os pontos. Para o síndico, ter um documento por fase também facilita a prestação de contas à assembleia.

Outros artigos

  1. Mobilidade elétrica,

    TESTE

    teste de publicação teste de publicação e

  2. Mobilidade elétrica,

    Como o carregador diz ao carro quanta corrente pode usar

    Na recarga em corrente alternada, o fio CP carrega uma onda quadrada de 1 kHz. O nível de tensão indica o estado da conexão, e a largura do pulso indica a corrente máxima. Entenda as contas da IEC 61851-1.